Veja o comentário que o jornalista e promotor Alan Magalhães, fez no site Diário Motorsport do Jornalista Américo Teixeira Jr.:
"Olha, se tem um assunto que me interessa é Marcas. Trabalhei na área de competições da Ford na melhor época, quando havia equipes oficiais das quatro montadoras da época. Foi uma experiência enorme representar a Ford em reuniões com Volkswagen, GM e Fiat à mesa. Aí entrou o Grecco e mudou regulamentos que acabaram matando o Brasileiro e afastando as fábricas. Logo depois, em 1985, criei o Campeonato Regional de Turismo no RS, que era o único campeonato de Marcas que conseguiu reunir as quatro marcas de novo, pois o Brasileiro – Copa Shell – estava capenga com apenas VW e Ford – na verdade Autolatina – na pista com grids minguados. No Regional tínhamos quatro marcas, 42 carros no grid e sempre 20 carros no mesmo segundo do pole, foi um sucesso estrondoso na época, inclusive, com pedidos para franquias em outros Estados. Depois da Copa Shell, que definhou nas mãos do ferrugem e do corrosão, acabou o Marcas no Brasil. A CBA construiu carros no início dos anos 90, gastou dinheiro com eles, mas esqueceu de visitar – e avisar – as montadoras. A próxima tentativa concreta foi o Superturismo Sudam, do qual participei na organização. Mas a realidade dos custos era diferente da realidade da economia e ele definhou no Brasil. O automobilismo também estava em baixa e o marketing esportivo engatinhava. Mas foi lindo ver o Ingo de BMW, o Jardim de Nissan, o Paulão e o Nonô de Vectra, o Salinha de BMW contra os argentinos de Alfa, Stratus, Toyota Corona e Mondeo. Depois do Sudam, só a tentativa ao estilo Dom Quixote do Toninho de Souza e seus Fiestas e Corsas. Resta torcer para que a Vicar tenha em mente todas estas experiências, erros e acertos, adequando a idéia aos tempos atuais de downsizing e emissões, com uma visão muito inteligente do que está acontecendo no mercado automobilístico mundial. Completei um ano na editoria internacional da Revista CAR, convivendo intimamente com o que há de mais recente nesse mercado planetário dos automóveis/montadoras e tenho certeza que a tarefa não é fácil. Bolar um regulamento de marcas hoje não é igual a dar uma punição no final de uma corrida de Stock Car. Há o S2000, o exemplo da TC2000, WTCC “downsized” e a tendência que o WRC está acenando. Boa sorte à Vicar, o automobilismo brasileiro precisa e merece um Marcas de novo."
Fonte: http://www.diariomotorsport.com.br
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