segunda-feira, 6 de junho de 2011

E A QUARTA ETAPA...

Foto: Vinícius Nunes

TREINOS:
Vindo de duas vitórias na 3a etapa, o Gol 27 fez os melhores tempos nos dois treinos de sexta-feira.
No treino da manhã, onde as condições de pista e de pneus dos carros da equipe Arias estavam mais equilibrados as 6 primeiras posições foram:

W.Freitas/ Amaral
Caio Clemente
Cristian Mohr
Wilton Pena
Helio Saraiva
Claudio Roscoe

QUALIFYING:
Pista molhada no começo e secando em alguns pontos no final. Os melhores tempos vieram nas duas últimas voltas.
O piloto do 18 sustentou a P7(que já não era uma maravilha) até a penúltima volta, quando os tempos começaram a cair. Ao abrir a última volta, o tal "piloto" do carro 18 ficou na dúvida se havia recebido a quadriculada no PSDP, desconcentrou-se e prejudicou a volta que deveria ser a melhor. Custo do vacilo: P15 no grid de largada do domingo.

PROVA DE SÁBADO:
Prova emocionante. Nove pilotos disputando sete posições. Muitos pilotos ficaram para assistir e não se arrependeram. Destaque para o Piloto de Campos-RJ, Silvestre Zanon que venceu a prova e para Rodrigo Marinho que apresentou problemas no carro mas se classificou pela desqualificação técnica de alguns concorrentes.

PRIMEIRA BATERIA DE DOMINGO:
Foto: Fernando Almeida/GridSP
Com minha situação comprometida pela posição de largada (P15) eu logo ajustei meu "setup" para mais próximo do "hard" (abaixo do "Very Hard" e bem longe do Crazy). Não daria para pensar em ser conservador largando de P15. E assim foi: escapei de algumas confusões no começo e avancei um bocado. Vi que o Wanderson (Gol 27) liderava e imaginei que seria um final de semana de lucro para a dupla que tanto sobrou no campeonato de 2010 e que venceu as duas provas da etapa anterior. Conquistei algumas posições e herdei outras. Na sexta volta vejo que o Mohr assumiu a liderança, seguido do Wanderson, Sargo e Vicente. Ao fazer a curva do lago vejo o 27 de Wanderson encostando na entrada do laranjinha. Logo pensei no jargão mais óbvio e verdadeiro: "Corrida só acaba na bandeirada". Após perder um tempo enorme atrás do Light 31 de Gontijo, cheguei no 89 de Vicente Passarelli. Me empolguei ao pensar que já estava disputando a segunda posição da super e resolvi aumentar um pouco minha taxa, a de risco, no meu "setup". Até alí estava dando tudo certo, por que não? Pois bem, Passei o Passarelli (trocadilho infeliz) por fora, na reta do Emerson, fechei por dentro no final da reta e freeeeeeeeeieeeeeei pra lá do bom senso, um pouco depois de onde o meu novo "setup" indicava, próximo do Crazy. Que beleza! Resultado? Não deu certo, claro! Virei jardineiro no S do Senna, perdi algumas posições e enquanto aparei a grama pensei novamente: "Corrida só acaba na bandeirada", seu burro! Voltei meu ajuste para próximo do "hard", reconquistei algumas posições mas sofri novamente com o 31, que estava com seu retrovisor desajustado e quase me jogou na mureta da entrada dos boxes. Passei-o pouco antes da bandeirada e cheguei em P3 na super e P4 na geral. Para mim foi um grande resultado. Como divertimento foi muito bom também.

SEGUNDA BATERIA DE DOMINGO:
Foto: Fernando Almeida/GridSP
Larguei em terceiro e larguei errando a entrada da terceira marcha. Um problema de trambulador, que eu já havia detectado na primeira prova, nas reduzidas para quarta marcha, e que havia comunicado mas pedido para que não fosse mexido pela equipe. Estava gostando do carro e achava que o problema ainda era pequeno. Mais um ponto para a tolice. Mesmo com o problema na largada ainda consegui sustentar a terceira posição. Na primeira volta surgiu o Safety Car. Na relargada assumi a liderança, seguido pelo Gol 535 de Wilton Pena. Após eu deixar o 18 esparramar na curva do lago, vi o 535 crescer no retrovisor e tomei a posição de defesa interna, antes do laranjinha. Alí eu garantiria o laranjinha. O certo é que, meu amigo do 535, me fez um convite desagradável para aparar a grama da reta antes do laranjinha. Eu tinha duas opções naquele momento: não aceitar seu convite, encarando sua traseira na minha frente com prejuízo quase certo para ele e duvidoso para mim, ou pisar na grama entregando-lhe a liderança da prova. Pisei na grama! Lembrei-me de Max Weber e Maquiavel. O foco exclusivo no fim sufocando a arte que poderia existir no meio. Minha decisão se mostraria correta também pela grande diferença entre o rendimento do Gol 535 e o do Corsa 18. Não houve nem uma volta em que o Corsa 18 fosse mais rápido que o Gol 535 nessa bateria. Faltando menos de três voltas para o final, um novo acidente provocou a entrada e um final de prova com Safety Car. Para o meu campeonato, foi sorte, pois o Corsa18 vinha em rítimo mais lento que o 535 de Wilton à frente e que o 03 de Mohr, logo atrás. Ao final: Wilton em primeiro, eu em segundo, Mohr em terceiro e Clemente em quarto.
Para mim foi um bom resultado. Como divertimento foi bom, menos disputada que a primeira prova, mas bom.

DESTAQUES POSITIVOS:
- O SUCESSO da categoria pelo número de inscritos e o interesse de equipes e pilotos renomados;
- CRISTHIAN MOHR: Confirmou ser nome forte com pista molhada, como no qualifying, e fez uma boa primeira prova ao vencê-la. Também garantiu importantes pontos para assumir a segunda posição no campeonato;
- WILTON PENA: Confirmou a força que tem quando tem um carro rápido e assumiu a terceira posição no campeonato. Foi o piloto que mais venceu no campeonato, tendo vencido tanto de Corsa quanto de Gol. Das quatro provas que correu individualmente, venceu três.
- OS GOLS - Os Gols da Arias mostraram que, se no começo de ano havia dúvidas sobre a competitividade deles em relação aos Corsas/Celtas, eles agora são a bola da vez. Primeiro foi o 27 na terceira etapa e agora o 535 veio fazer coro com sotaque alemão da VW. Mais rápidos nos treinos secos e nas duas provas de domingo mostraram que voltaram por cima.
- EQUIPE ARIAS - Repetiu a competitividade do Gol 27 no Gol 535, marcou a pole da Novatos com o gol 75 de Bornacina/Gandolfi e mostrou competência na estréia do primeiro Celta, marcando bons tempos em voltas de treinos e de provas.
- RICARDO SARGO - Fez o segundo melhor tempo geral no qualifying de sábado, liderou a light isolado, chegando em segundo na geral na primeira prova e, mesmo quebrando na segunda prova, assumiu a liderança no campeonato da Light.
- EQUIPE ALPIE - Mostrou crescimento de produção com bons resultados de muitos carros e pilotos da equipe.
- MICHELLE JESUS - Largou em P14 e chegou em P6 na geral e P5 na Super na primeira prova.
- EDGARD AMARAL - Largou em P56 na segunda prova e chegou em P6.
- FÁBIO FRANÇA - Venceu a sua primeira prova na light.
-JEFFERSON GOMES - Largou dos boxes na primeira prova e conquistou o segundo lugar da novatos a poucos metros da chegada, chegando em P16 na geral.
- A DUPLA ELIEL GOMES/EBER GOMES - Largaram de P52 na geral e P16 na novatos na primeira prova, chegaram em P5 na primeira e venceram a segunda prova da novatos.
- A NÃO SEPARAÇÃO DAS CLASSES - A solução da seleção com prova de definição dos 7 últimos do grid trouxe a possibilidade de manutenção da unidade da categoria sem deixar de existir provas para todos os inscritos.
- RICARDO PINTO/PHOENIX - A equipe mostrou grande evolução no acerto do Ford Ka 17 e o piloto mostrou competência ao levar o carro ao P5 do pódio da Light na segunda bateria.
- A melhoria na aplicação de penalizações pela direção de prova em relação à 2a etapa.
- PEDIDO DE DESCULPAS DO PIMENTA À MICHELLE PELO FACEBOOK.


NÃO FOI TÃO BOM PARA:
- CAIO CLEMENTE - Foi falta de sorte que teve o piloto do Celta 20, Caio Clemente, na primeira prova. Largou em posição não costumeira para o piloto e, na largada, após ser tocado pelo Pingo na entrada do S do Senna, perdeu muitas posições e ainda herdou os custos de uma batida entre o Pingo e o Spada no Laranjinha que lhe custou nova batida e, mais uma vez, muitas posições. Caio, que estava em segundo no campeonato, acabou o final de semana em quarto.
- RICARDO LIMA - Após o toque com o 18 na primeira prova abandonou e largou de trás na segunda. Logo na primeira volta da segunda prova tomou dois toques na saída do lago e juntamente com pelo menos outros quatro pilotos que bateram forte, teve que abandonar a prova.
- LUIS GUILHERME - Gol 96 -  Após capotar seu gol nos treinos, na entrada do S do Senna, ao perder uma roda pela quebra da ponta de eixo traseiro, disputou a prova com um carro substituto e somou somente 3 pontos no campeonato. Caiu de P3 para P5 no campeonato.

DESTAQUES NEGATIVOS:
- Dos 9 carros que disputaram a prova de sábado, 3 estavam abaixo do peso;
- A demora na solução para a manutenção da unidade das classes da categoria;
- A não contribuição de 15 pilotos de 12 carros com 100 reais por piloto de dupla ou 200 reais por piloto único para a Associação dos Pilotos da categoria.
- A não instalação da segunda lanchonete no lajão e o despreparo da lanchonete fixa do autódromo.
- O estado de limpeza e utilização dos banheiros durante os treinos Fasp.

O campeonato está cada vez mais interessante, e com a tendência de ficar cada vez mais embolado pela liderança nas três classes. Muitos nomes figuram como prováveis campeões e, na Light, está ficando comum a troca da liderança a cada etapa.



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