A atual diretoria completará dois anos de gestão. A diretoria anterior andava desgastada no início de 2012 e a atual foi eleita sem ter chapa concorrente. Em 2013 foi reeleita, também sem chapa concorrente, porém com grande aprovação dos associados pelo trabalho que vinha desempenhando.
Os quase dois anos da atual diretoria foram marcados por muito trabalho de boa parte de seus membros, especialmente de seu presidente. Acertos e erros são marcas de qualquer gestão, e eles aconteceram:
1- RELAÇÃO COM A FASP E CLUBES: promoveu uma produtiva aproximação com Fasp e com os clubes. Buscou participação em decisões estratégicas da categoria e conseguiu a fundamental inclusão da taxa da associação junto a inscrição dos clubes.
Quanto ao tempo de pista destinado a categoria nos finais de semana de prova, errou ao achar vantagem a separação dos classificatórios da categoria mesmo havendo prejuízo em tempo total.
Atuou na cobrança de mais segurança `a categoria, principalmente em 2012, logo após o pior acidente da história da categoria, ocorrido na 3a etapa daquele ano;
2 - AÇÃO POLÍTICA - Participou da aproximação com o poder político municipal, através do vereador Pesaro, e com outras categorias do campeonato paulista, especialmente com a Fórmula Vee. As ações foram importantes para a mobilização dos interesses do automobilismo paulista ligado a interlagos.
3 - PATROCINADORES - Este foi onde a atual diretoria mais deixou a desejar. Não conquistou novos patrocinadores de expressão, ficaram dependentes do patrocinador principal, que de fato faz "patrocínio" com a compra mais cara de pneus por parte dos pilotos. Houve uma acomodação com a receita "fácil" das taxas embutidas nas inscrições e da receita com os pneus e apoiadores do programa. Na atual gestão, quem chegou colocando dinheiro na categoria, os apoiadores do programa da Bandsports, foram captações de pilotos fora da diretoria. A falta de captação de novos patrocinadores para a categoria e a incerteza quanto a continuidade do que existe são os pontos mais frágeis da atual diretoria.
4 - SITE - Embora muitas vezes perdido em estratégias e após algumas experiências infelizes com gestores de conteúdo, conseguiu um amadurecimento do site com o atual assessor. Houve uma elevação da qualidade do site, comparado ao fraco desempenho anterior, a um nível mediano de informação ao público interno e externo.
5 - PROGRAMAS DE TV - A mudança de produtora de vídeo para a Inline (Moschetta) foi uma opção que deu mais quantidade de câmeras na pista e uma boa qualidade `as edições dos programas. A criação do programa da categoria na TV Aberta foi uma experiência que gerou bons aprendizados mas que se perdeu dentro das prioridades de investimentos.
A demora entre as provas e a transmissão na TV foi uma marca negativa para o trabalho em 2013. A não disponibilização do vídeo para a internet, logo em seguida a cada corrida, também foi um erro estratégico que não teve uma correção;
6 - RÁDIO NA WEB - Trouxe um bom conteúdo para o público ligado `a internet e que acompanha a categoria. É fato que houve momento de "superfaturamento" de audiência mas, sabendo dar e pagar o correto valor, o programa foi um bom acerto da diretoria.
7 - PRESTAÇÃO DE CONTAS - Nem sempre foram feitas dentro do desejado e a primeira parte da gestão ficou bem precária neste ponto. Hoje parece existir melhor controle e prestação de contas. Falta, como sempre faltou, alguém que critique e aprove as contas.
8- TOLERÂNCIA `AS CRÍTICAS - É notável a fraca tolerância `as críticas por parte da atual diretoria. Notável e muitas vezes lamentável.
Acredito que dois anos de gestão é tempo suficiente para mostrar trabalho. A atual diretoria mostrou grandes acertos. O erro em relação a patrocinadores é a parte que mais pesa contra. A categoria precisa de uma associação que saiba se vender. Hoje ela atua como gestora de recursos, que na sua maior parte, vem dos próprios pilotos. É, sem dúvida, uma importante função, mas que não alivia os custos para os participantes. É esta difícil atuação de vender a categoria que determinará o tamanho e sucesso da categoria no futuro.
Depender de receita apenas de pilotos acabará fazendo da associação mais uma arrecadadora em todo o processo.
Eu havia feito o texto desta matéria até aqui, quando me veio a dúvida se a atual diretoria iria se candidatar `a reeleição, ou se já haveria alguma outra chapa formada. Dúvidas tidas, perguntas enviadas ao presidente da associação pelo Facebook neste domingo:
O presidente me respondeu:
Infelizmente uma brincadeira que fiz foi interpretada como crítica, e, tolerância a crítica nunca foi o ponto forte desta diretoria. Aliás, cabe aqui uma correção. O Douglas Carvalho, piloto que participa da atual diretoria, entendeu a brincadeira do referido post. Ele até devolveu o tom original do post em alguns de seus comentários, o tom de brincadeira, quando o tempo ficava meio nublado por lá.
Certamente o meu pequeno balanço aqui pode não conter algum fato relevante por falha de minha memória, que convoquei nestes minutos de elaboração deste post. Além disto, ele contém uma grave falha da minha parte: recebi os balancetes mensais da associação, solicitados e me enviados na semana passada, mas não os analisei a tempo para esta matéria. Não tive tempo e nem terei antes de janeiro. Para uma eficiente avaliação, a eficiência da gestão dos recursos deveria ser avaliada como um dos quesitos de maior peso. Assim, minha avaliação fica incompleta e imperfeita.
No âmbito geral, pelo conjunto de dados que tenho, eu não reprovo a gestão da associação como um todo. O erro de não saber ouvir críticas é feio, é grave, mas pode não ser prioritário diante de tantos outros problemas. A continuidade, caso exista esta opção, não nos trará uma solução ideal dos problemas da categoria, mas poderá evitar uma falta de gestão que pode ser pior do que a situação presente. Meu apoio, em caso de chapa única, não chega a ser como uma revista Veja apoiando o PT, mas fica bem perto do apoio ao PMDB.
Caso surja uma chapa com perfil mais comercial, com maior potencial vendedor da categoria, e que siga os acertos da atual e das gestões passadas, aí sim, terá minha preferência e torcida.
ps. não sou, não serei e não me interesso nem um pouco em fazer parte de alguma diretoria da associação.
Sobre críticas, dei uma colada no texto que segue abaixo da psicóloga Dilce Helena dos Santos.



Nenhum comentário:
Postar um comentário