Como na maioria das peneiras para se alcançar um objetivo, uns poucos pilotos apertados financeiramente dão certo e a maioria acaba encarando a dura realidade de ter que parar ou não poder competir temporadas completas.
Na Michelle de Jesus, que começou em 2009, na mesma equipe em que eu participava no regional paulista, eu tenho um bom exemplo de piloto que deu certo ao arriscar até as cuecas, ou melhor, as calcinhas. Lembro-me que ela vendeu seu carro e acabou se desfazendo de seu centro automotivo para investir somente no automobilismo. Ela teve que lutar, talvez, mais fora do que dentro das pistas. E deu certo. Ela já competiu em diversas categorias nacionais, participou de prova da Euronascar, participa atualmente da Fórmula Truck, agregou valor à marca que tem seu nome e apresenta um belo programa sobre carros no canal +Globosat.
Claro que o fato da Michelle ser mulher deve ter ajudado um tanto, principalmente depois do regional paulista. Mas sei que seu começo foi bem duro, como duro é o da grande maioria dos pilotos dos regionais.
A busca de patrocinadores no começo é difícil e são poucos os pilotos que conseguem vender seu produto de forma eficiente.
Há pouco tempo atrás eu divulguei uns vídeos do regional paranaense e dei um destaque para a luta do Marcos Antônio Cortina, do Marcas de Cascavel, mais um destes pilotos que lutam muito fora das pistas para conseguirem alinhar seus carros. O apoio do Cortina vinha de muitos lados: empresas, amigos e parentes, cada um ajudando um pouquinho.
Nesta batalha, o Cortina acabou vencendo uma prova na N e hoje lidera o campeonato em sua categoria.
Nesta batalha, o Cortina acabou vencendo uma prova na N e hoje lidera o campeonato em sua categoria.
Recentemente o Cortina acabou me agradecendo pela matéria, dizendo que ela o ajudou de alguma maneira na conquista de mais apoio. Deve ser exagero e gentileza do piloto, mas, pelo sim, pelo não, seguem abaixo os atuais patrocinadores do piloto. E que sigam firme com o Cortina:
Boa sorte ao piloto, equipe e seus apoiadores e patrocinadores. E boa sorte aos demais pilotos que lutam tanto fora das pistas quanto dentro para conseguirem alinhar seus carros para as largadas de corridas..





Valeu Cláudio bela matéria.agradesso muito a você.
ResponderExcluirA daneira do automobilismo regional no Brasil é que ele é amador, e sem vínculo com categorias maiores e mais profissionais que possam aproveitar talentos.
ResponderExcluirFosse nos EUA, por exemplo, dificilmente caras como Wilton Pena e Wanderson Freitas (para citar dois que gosto de ver brigar) estariam ainda disputando regionais.