sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

MARCA E FIDELIDADE

Fidelidade não costuma ser tarefa desempenhada com muita naturalidade por boa parte dos casais não. Segundo dados de pesquisas, confiáveis como as das eleições passadas, os homens ainda vencem as mulheres no quesito infidelidade.
Razões científicas não faltam para justificar e razões morais não faltam para condenar.

E quando o assunto é fidelidade do homem a uma marca de carro? Será que neste ponto o homem costuma ser mais galinha do que no relacionamento com a parceira? Acelerou na frente, prometeu grandes emoções, tem um custo compatível com o bolso, o cara vai logo trocando de marca?
Uma marca para fidelizar um cliente precisa fazer muito esforço. Talvez o correto nem seja esforço e sim até o contrário. Precisa não depender do esforço, do sacrifício. Precisa fazer com prazer, com naturalidade, ou, como as melhores profissionais que trabalham deitadas, precisam demonstrar prazer nas relações com seus clientes. Verdadeiras ou não, as melhores relações precisam convencer.

Eu só sei que a danada da BMW me encanta já faz um bom tempo. Verdadeira ou não, ela me convence.
O modelo que tenho da marca promete e não deixa de cumprir o prometido. O produto junto com o atendimento, faz um show que muito me agrada. Não cobram barato pelo prazer e, o principal para a fidelização, não deixa espaço de frustração para outra marca ocupar.

Hoje levei a bruta que tenho para trocar o óleo do diferencial na concessionária de BH. Uma hora na oficina dos caras. Conversa aqui, aprende-se uma coisinha ali e o tempo corre logo. Quase nada de preparação esportiva, o universo é outro, claro, mas sempre há o que se aprender com um ambiente e com algumas pessoas preparadas por uma marca premium.
Óleo de motor via tubulação e mangueira de enrolar.
Impecável a limpeza e organização
Tinha que ser 18
Atendimento nota 9,99. Como quase sempre que vou lá. Não para todos os atendentes, mas bastam uns poucos para o show acontecer. Não há perfeição, mas você percebe quem é quem no acolhimento de seu problema ou interesse na busca de uma solução.

Assim como o óleo do motor, o do diferencial da série M não é o comum da marca não. Trezentas pratas cada meio litrinho do danado. Como o chefe da oficina, que trabalha de camisa branca e gravata, sabe que gosto de informação, elas não costumam me faltar. O tal óleo tava na tela do computador, com especificações e benefícios para eu ler a vontade.  Ele ainda me contou um pouco sobre seu recente treinamento na Alemanha e como, exatamente os profissionais, as posturas das pessoas, são diferentes daqui.
E é exatamente uma das coisas que imagino que a fábrica procura mostrar: uma marca se faz por pessoas com conhecimentos e posturas orientadas e corretas.

Sobre meu bolso, morri em três garrafinhas de trezentão cada. 

Troca de óleo feita, bons momentos de oficina, alguns aprendizados colhidos e mais um tempinho sem olhar para a concorrência. 

Pode estar faltando a fórmula da fidelidade das marcas a alguns casais:

A cada visita, uma conquista que garante o encantamento até a próxima.

Um comentário:

  1. Já não é de hoje que as boas escolas de Administração incluem, ao ensinar o Composto de Marketing (4 Ps), o P de pessoas.
    Aqueles que focamkapenas no 4 Ps, esquecendo-se do 5º, não têm muito a comemorar...

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