sexta-feira, 28 de março de 2014

ESTADO HEDIONDO

De cara não dá para imaginar do que se trata a imagem acima. Vou explicar: é um livro. Sim, um livro com 41 mil páginas maiores que cartazes e que pesa 7,5 toneladas.
Qual seria o assunto de tamanha vastidão? É uma compilação das legislações tributárias adotadas por municípios, estados e a união brasileira. É um mínimo exemplo da ineficiência burocrática regulamentadora do estado brasileiro. Um pequeno exemplo de apenas um dos inúmeros outros custos que compõem o originalíssimo"custo brasil".

A obra é do advogado mineiro Vinícios Leôncio e o "artista" demorou 23 anos para completá-la.

De acordo com o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) em 25 anos, de 1988 à 2013, foram editadas 309.100 normas tributárias no país, uma média de 31 por dia. Como um bom chato, resolvi conferir. E não bateu: 25 x 365 x 31 = 282.875. De qualquer forma, o absurdo do tamanho não muda em nada.

Certamente a obra do advogado Leôncio já nasce desatualizada em 31 normas a cada dia que se passa.

Este tipo de ação por parte do estado chega a ser questionável quanto ao seu princípio e propósito. Há linhas de interpretações, conspiratórias, que consideram que a ação do estado é proposital, que ele segue o sentido de impossibilitar o pleno cumprimento das determinações por parte da maioria dos contribuintes.

Não acredito nem desacredito na linha conspiratória não, mas que no sentido literal o procedimento me parece hediondo, ah... parece sim.

Parte da descrição do termo pela Wikipedia
Por princípio, os que lutam por eficiência em ambiente de lei de mercado nunca se conformam com os absurdos e hediondos custos do engessamento oneroso do estado.

Um comentário:

  1. No mundo de hoje, com todas as facilidades em termos de comunicações e transporte, não vejo qualquer sentido na existência de um estado federado (estados com competência legislativa). Especilamente num país de baixa cultura como o Brasil.
    A mim me parece que o estado unitário, onde não há descentralização política, mas somente administrativa e/ou financeira, é um modelo muito mais coerente com o mundo contemporâneo, especialmente, como já disse, em países de baixo nível cultural.

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